Manuel
Manuel gosta de história e, particularmente, o que fez da sua. Trabalhava como motorista, conhecia as cidades do interior. Em cada viagem, um experiência, um causo, um acaso pra contar.
Contou pra mim alguns, tornou o serviço prestado melhor, agradável, fez os minutos sumirem no tempo, fingiu que a prestação em si não acontecia. Parecia estar num banco de praça, ou ainda dentro do seu carro, na época em que era motorista.
Lembrava com saudades o tempo em que conhecia pessoas pelos arredores da vida. Tornava seu discurso não nostálgico, comum entre os da terceira idade, mas agradável e saboroso.
Encontrei Manuel ao acaso. Foi uma porta que vi aberta a um preço camarada.
Manuel cortou o meu cabelo. Manuel ganhou mais um cliente.
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