segunda-feira, agosto 02, 2010

6º dia - Havana/ Trinidad

Trinidad

Saí cedo da casa da Angela direto para o terminal de ônibus. 25 CUC até Trinidad. Uma fortuna no dinheiro cubano, o que seleciona o público interno do ônibus, em sua maioria feito de turistas transitando pelo país. Viagem tranquila, ar condicionado e belas paisagens, principalmente à beira mar.

Na chegada, uma pequena decepção. A casa de Yolanda estava cheia e ela me encaminhou para uma outra casa mais simples. Antes, porém, pedi para olhar a casa dela por dentro, já que tinha sido muito elogiada ainda em Havana. Ação corretíssima essa. As casas particulares de Trinidad são, no geral, lindas. A cidade preservou não só seus casarões, esquecidos pelo tempo e preservados pelo socialismo, mas também o mobiliário do século XIX dentro das casas.

Minha interpretação dessa preservação tem sim muito a ver com o socialismo. Móveis e outros objetos presentes nas casas dos anos 50 foram preservados ao não serem substituídos por outros mais modernos. Isso acontece de maneira generalizada na maioria das casas. Se bem cuidades, ficam com um aspecto estremamente charmoso, uma vez que tudo ali, assim como os carros nas ruas, pertencem a uma outra época. O lado negro da história é que imagino que há uma preservação também pois custaria caro ao bolso cubano substituir um móvel da casa por um outro mais moderno, seja ele qual for. Nesse impasse econômico, ganhou a preservação e o caráter aconchegante desses lugares e da cidade de uma maneira geral.

A casa em que fui alocado era a casa de Delfim e Terezinha. À tarde, dei um passeio rápido de reconhecimento na cidade e depois, leitura, planejamento e apaguei de cansaço numa cama boa, confortável (e nova).

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