domingo, junho 10, 2007

Dos 11 aos 15



Idade de viver bem a vida, conquistando alguns diplomas ali e acolá (comunhão, crisma, oitava série).

A oitava série em específico foi um ano que marcou. Não por ter sido um ano de acontecimentos incríveis (bom, aí há duas opções para você escolher o que havia de mais incrível nesse ano: a URSS desmoronava (1991) e eu deixava de ser BV, numa época em que a gíria BV nem existia).

Por essas e outras, me vi desgarrado da infância e subtamente encarando a adolescência no final do ginásio. Havia um disparate imenso entre as meninas e nós, relez mortais sem carro, moto ou algo cabível para levar e trazer alguém pra casa. Tudo na base do P2 e da dependência do pai alheio que ia buscar.

Época de filmes de terror no cinema (programa autêntico...), bolos das mães pra rifar pra formatura de 8a. série, hegemonia no colégio (não havia outra turma mais velha que você. Micropoderes. Apresentações de teatro para a escola toda. Vendíamos bolo. Mexíamos com dinheiro. Éramos o máximo naquele lugar, a EEPG Joaquim José).

A natação ficava mais séria. Dividia meus amigos entre a escola e os outros que nadavam comigo. Na escola, boas notas. Na natação, descoberta da sexualidade nos maiôs femininos, nas espiadas no banheiro, nos corpos das meninas que se transformavam muito mais rápido que os nossos.



.............................Churrasco de formatura da oitava série, 1991

Lá pelos 11, 12 anos lembro de um livro que marcou época: "O que está acontecendo comigo", que circulava de mão em mão, como se fosse piada (já que tinha desenhos de meninos e meninas pelados lá dentro), mas que na verdade interessava a todo mundo da mesma forma. Da mesma série era o "De onde viemos", que acabava com a lorota da cegonha...



Sessão de cinema em casa, num sábado a tarde, quando todos queriam sair para ver o sol e nós, que nadávamos a semana toda, fazíamos o oposto.


Fui apresentado ao Dry Martini aos 15 anos e saíamos aos sábados para nos embebedarmos com uma dose dele ou de menta. Achávamos o máximo a experiência e a subversão de fazer alguma coisa que nosso técnico da natação proibia. Fui nessa época apresentado aos computadores. Ainda com a tela preta e verde, mas já com jogos, que via um amigo meu interagindo com curiosidade.

Fui para o colegial. Achei-me o cara mais velho de todos os tempos. Durou um mês. Vi um outro amigo correndo pelo meio da sala com um disco do Nirvana. Uma nova fase me esperava.

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2 Comments:

At 10:21 PM, Blogger Maria Helena said...

Maravilhosa é a adolescência.É tão marcante que nos dá a impressão que vivemos décadas em apenas alguns anos.
Bjs

 
At 6:17 PM, Blogger Vivien said...

Tar, essa série está muiiiiito bacana. Legal ver sua leitura de mundo mudando.bj.

 

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