sexta-feira, fevereiro 19, 2010

1º dia - 26 de janeiro de 2010


Havana Vieja à noite



Passei praticamente o dia todo no avião.

No caminho para o Panamá estavam no mesmo avião um grupo de seis médicos que estavam a caminho do Haiti a fim de ajudar os feridos pelo terremoto.

Eles ainda iam ter uma longa viagem. Desceriam na República Dominicada e de lá seguiriam de caminhão durante mais um dia de viagem até chegar ao seu destino.

Quando o avião pousou, senti um pouco o ambiente que esperavam os médicos. Eles pegaram vários travesseiros e cobertores que estavam a bordo. Um deles dizia que não sabia o que ia encontrar por lá, por isso estava se preparando.

Do Panamá, com seu Duty Free imenso, para Havana.

Na chegada, a primeira boa impressão do país. Assim que o avião pousou em terra firme, as pessoas, várias delas, bateram palmas de alegria.

Do aeroporto, peguei um transfer com dois amigos brasileiros (João e Mariana) que seguiam para um hotel do centro. Fórmula para o feito, que depois aprendi ser muito comum em Cuba se você quiser fazer algo que não é oficialmente permitido. Deixei 10 CUCs na mão do organizador dos transfer (metade do que eu iria pagar no táxi).

Desci a duas quadras da casa em que eu iria ficar. Primeira impressão de Havana: escura e não muito segura. Estava correto com relação à primeira, mas errado com relação à segunda. Havana é uma cidade segura, por mais que os seus mais de 2 milhões de habitantes, cortiços e escuridão de alguns pontos te digam o contrário.

Perguntei a direção para um cubano que estava na rua. Ele me disse que a dona da casa em que eu iria ficar não estava na casa dela. Perguntei o que eu deveria fazer então. Ele disse que eu deveria ir com ele. Preferi seguir em frente. Ele, vendo que não havia me convencido, deu o braço a torcer e me explicou onde era a casa. Isso era muito particular dos cubanos. Até tentavam te levar em um papo qualquer desse tipo para conseguir negociar alguma coisa ou conseguir alguns trocados de comissão, mas se vissem que não iria dar certo, acabavam ajudando de qualquer maneira.

Achei a casa. A dona estava lá (Angela). Entrei. Havia um quarto só para mim. Já era tarde. Tomei um banho e fui pensar no dia seguinte.

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